Falência


Falência.

Ontem quando nos distraíamos com as nossa conversa amistosa lembrei-me de minha ultima encarnação, tinha vivido uma existência repleta de dificuldades; todas provindas de uma mesma origem; “o orgulho”.

Até então nunca tivera tido em minha existência uma encarnação onde a posse dos bens materiais trouxesse dificuldades no sentido da aquisição dos mesmos.

Sempre encarnando em famílias abastadas onde tais bens passavam de geração em geração, da mesma forma as condições para a educação do mundo falo do conhecimento mundano, assim seguia sempre a tradição familiar de geração em geração.

Nesses intervalos sempre que regressava a Pátria Espiritual mantinha os mesmos vínculos com o meio reencarnatório pretendia usar a posse dos bens materiais para ajudar, promover o bem aos menos favorecidos, usar os recursos materiais para gerar progresso e desenvolvimento aos deserdados, esquecidos, oprimidos.

Estava passando pela famosa prova da riqueza, roguei ao Pai Celestial que me concedesse mais essa oportunidade para vencer essa que é uma das mais difíceis provações do Espírito.
Reencarnei novamente no mesmo ciclo social e familiar onde o favorecimento do meio e as posses de meus congenitores contribuíam para que novamente encontrasse-me afortunado de bens materiais, isso logo nos primórdios da encarnação.

Levava uma vida repleta de prazeres mundanos, tudo o que as posses poderiam promover lá eu estava a usufruir, um dos maiores obstáculos é o meio social; os encarnados de posses isso por afinidade de pensamento e sentimento tendem a formar um circulo fechado de convivência social, sofrem mutuamente suas próprias influencias isto é, tudo o que fazem nas diversas áreas da vida social influenciam uns aos outros, existe como uma rivalidade no sentido de que; quem usufrui mais e melhor, quem tem mais, que ganha mais, e isso meu amigo; gera uma verdadeira desprogramação do projeto reencarnatório.

Novamente não fui forte o bastante para fazer parar as influências que as posses materiais exerciam, novamente fiz uso indevido, não pensava em absoluto na meta do meu projeto reencarnatório, que era usar a posse dos abundantes bens materiais para promover: progresso, desenvolvimento, sanar a fome e as doenças que assolavam os menos favorecidos, obteve a oportunidade de mitigar a fome, de vestir os desnudos, de amparar os desvalidos e abandonados, em fim de auxiliar os que somente sofrimentos tinham encontrado em suas existências.

Tamanha era minha insensibilidade quanto ao uso devido dos recursos a mim confiados que nem ao menos as pessoas mais próximas eu auxiliei, em meu coração e principalmente em minha mente somente imperava sentimentos egóicos e o desejo de entesourar cada vez mais, assim passei tal encarnação, ao final de meus dias tinha perdido a saúde do corpo físico fato ocorrido pelo uso desprovido de cuidados e repeito com o mesmo, foram tantos os dissabores, tantas as situações de raiva e ressentimentos provocados pelo obcecado desejam de possuir, reter, mostrar aos demais que era detentor de tudo aquilo e que por isso também detinha grande influencia sobre outras pessoas do meu meio social.

Foram tantos os desmandos e desrespeitos que cometi, a tantos fiz sofrer somente para poder manter, adquirir cada vez mais. E assim passei toda a minha existência fazendo justamente o contrario ao que mim tinha proposto na Pátria Espiritual.
Mais uma vez fali em minha encarnação, mais uma vez não obtive de mim mesmo a força moral para repudiar as influencia da matéria, repudiar as intrincadas conjunturas ocasionadas pela convivência com encarnados ambiciosos, egoístas e orgulhosos, tais condições promoveram labirinto demasiadamente complexo de ilusões, opiniões e sentimentos inferiores.

Minha alma não tinha ainda absorvido os verdadeiros objetivos de toda e qualquer existência; a vida é repleta de Bens Espirituais e não consegui perceber, não notei o valor da atenção voltada aos sentimentos das outras pessoas, não percebi que doar-se ao semelhante era o meio de adquirir o que realmente importa; os bens espirituais.

O Criador Universal tinha me propiciado promover desenvolvimento humano, mais que isso; engendrar nas mentes, nos corações o exemplo e a influência benéfica da aplicação e uso devido de tais recursos.

E assim poder deixar uma história que pudesse influenciar as demais gerações, uma história que inspirasse; compaixão, altruísmo, um exemplo do uso correto dos bens materiais, porém isso não aconteceu, as influencias que deixei foram as piores, insuflei os que me rodeavam a ambição, a pensar em si primeiro, a promover a desatenção para com a conduta desejada  pelo Criador do Universo para com seus filhos.

Estou novamente no Mundo Espiritual encontro-me pobre, desnudo, solitário, somente os espíritos mais próximos e que amor verdadeiro nutriam por mim permanecem apoiando-me apesar de todo o meu desamor, são a minha fortaleza, a base para o meu restabelecimento.

Passei a estudar, analisar, rever em companhia de Tutores Espirituais enviados pela própria bondade do Criador do Universo os meus procedimentos e ações enquanto encarnado com o propósito de incutir em mim mesmo a consciência do que fiz, também me preparando para a próxima encarnação desta vez desprovido de posses e bens materiais a fim de assimilar em meu ser a consciência do erro de minhas ações inferiores no campo da posse e direcionamento das riquezas materiais.

Gostaria que essa história pudesse influenciar todo aquele que semelhante condição vivencia.

Olho d'Água das Flores, 09 de maio de 2018

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