Interações
A nossa maior alegria é poder levar ao mundo físico os
postulados existentes no mundo espiritual, eternamente base para edificação de
toda e qualquer civilidade encarnada.
Desde os tempos remotos as interações com o mundo espiritual
se fizeram presentes em todo e qualquer conglomerado humano, em todas as tribos
e clãs, desde sempre existiram figuras como: pajés, guias espirituais, gurus, yogues,
avatares, sensitivos, profetas, pitonisas, oráculos, pais e mães de santo,
lideranças espirituais e demais seres dotados de sensibilidade nas mais
diversas intensidades e propósitos geralmente portadores de missões que
objetivam conduzir, guiar, ensinar, orientar espiritualmente.
Por volta do século XVIII o mundo recebeu por parte do
Criador do Universo um de seus mais destacados impulsos evolutivos; grande quantidade
de espíritos adiantados em aspectos diversos e aptos a captar de forma mais
contundente as orientações da coordenação espiritual encarnou na terra, nesse
período o continente Europeu vivenciou um período aludido pela humanidade como
Iluminismo; a missão era formar as bases das ciências de todos os ramos do
conhecimento, trabalho nobre que exigiu em alguns casos varia encarnações de
uma mesma falange, bem como esforços de outras tantas que se comprometeram com
a evolução do orbe.
Em outras palavras a partir do momento que o planeta passa a
oferece a mínima condição de interação com o mundo espiritual o progresso tende
o tomar um ritmo mais acelerado e natural nas mais diversas direções e
aspectos.
No inicio do século XIX o mundo inteiro recebeu outra
revolução, era chegada a hora da humanidade perceber que essa interação e
integração entre os dois planos; existe e é tão natural quanto a interação
entre povos de continentes diferentes, falamos aqui do Espiritismo tal conceito
desde então vem sendo assimilado pela humanidade e continuará até ao ponto em
que a consciência do fato seja comum entre todos.
A fundamentação histórica acima descrita é importante para
que saibamos e tenhamos consciência que a interação entre os dois planos da
vida ocorre desde sempre e sempre ocorrerá, pois é lei da natureza, toda a
tecnologia, todo o avanço em todos os ramos da ciência existente no planeta
desde a seu primitivismo civil com a descoberta do fogo e da roda, passando
pelo conhecimento intuitivo sobre as ervas que curam o corpo e harmonizam seus
sistemas até a mais adiantada tecnologia e ciência da medicina, recebeu, recebe
e receberá integração com o plano
espiritual.
Para melhor esclarecer temos no planeta somente um esboço do
que existe e ocorre no mundo espiritual, mesmo que, já mais estivesse existido
o planeta Terra em absolutamente nada implicaria o quesito vida, pois
certamente a mesma se utilizaria dos propósitos que o fundaram em outra
latitude e longitude desse universo infinito que chamamos a casa do Pai.
Importante para os encarnados saber utilizar as
sensibilidades mediúnicas essas comuns a absolutamente todos como ferramenta de
impulsão para a evolução espiritual sendo esse seu principal escopo.
Poderíamos considerar que iniciamos o fim da fase que
denominamos “curiosidade” fase essa caracterizada pela intenção de querer
utilizar a interação com o Mundo Espiritual para a obtenção de bens
transitórios ou sensoriais atitudes peculiares a faixa evolutiva que
denominamos provas e expiações.
Estamos adentrando a categoria de mundos de regeneração e
essa classificação com quanto ao entendimento e assimilação do fato mediúnico
se caracteriza pelo uso mais consciente das faculdades mediúnicas para seu
escopo principal que é corroborar, fomentar a evolução espiritual, quanto ao
entendimento do que seja, e seu uso na promoção evolutiva de cada um, bem como
do planeta é importante tornar comuns aspectos no sentido da conscientização da
existência da mesma e a forma de utiliza-la.
As faculdades mediúnicas se caracterizam por conectar os
dois planos da vida e ocorrem de formas e maneiras diversas, podemos
cataloga-las em uma quantidade absolutamente numerosa.
Tanto, que, caso pergunte-se a um Espírito evoluído se todos
a possuem ele responderá que sim!
Devemos sim! Utilizar a sensibilidade mediúnica para
promover nosso crescimento moral, nossa evolução espiritual esse é seu
verdadeiro objetivo, ter essa consciência e saber fazer uso de tais
possibilidades e dever de cada um.
Imagine que seu pai consanguíneo lhe presenteou com uma
quantia de recursos suficientes para você adquirir sua residência suprindo
assim a necessidade de acolher sua família e em vez disso você gastou todo o
recurso na festa de casamento.
Em termos simples é o que ocorreu com o uso da mediunidade,
nós a temos na medida certa para impulsionar nossa evolução, pois se a
obtivermos na medida desproporcional certamente a utilizaremos de forma
inadequada e em vez de impulsionar, ela
nos sobrecarregará fazendo contrair débitos cármicos.
O uso da sensibilidade mediúnica no dia a dia; nossos
espíritos afins estão sempre a nos rodear, dentro dessa classificação de afins
temos os que se ligam a nós pela nobreza da intenção e por amor, esses fazem a
vontade do Criador e permanecem junto a nós independentes de nossa sintonia
vibratória.
Existem aqueles que se vinculam a nós simplesmente pela
sintonia; através da vibração que produzimos; isto é pela qualidade e teor dos
pensamentos e sentimentos que carregamos conosco.
Contudo é a condução espiritual para com nossas missões
individuais que gostaríamos de abordar em maiores detalhes, essa mesma que todo
individuo possui para consigo e os que fazem parte de seu circulo de convívio.
É nesse ponto onde se diz que todos somos médiuns; saber
assimilar, dar ouvidos, atender as orientações recebidas do plano espiritual
eis a maior dificuldade dos que dormem ainda dominados pelo materialismo que
por tal motivo atraem toda sorte de dissabores, dar-se de tal modo que a
maioria absoluta dos motivos de sofrimento é provocada por nós mesmos, ficando
somente uma pequena parcela oriunda de causas externas.
Todos nós temos
relações interpessoais das mais intrínsecas com os espíritos habitantes do
Mundo Real ou Espiritual, todas oriundas de nossa marcha evolutiva, somos seres
eternos e com grande numero de reencarnações; todas com o nobre objetivo de
promover nossa perfeição espiritual, apesar de possuirmos tais contextos no
âmbito da intuição o que é facilmente demonstrado pelas chaves que abrem de
forma instantânea concepções que assimilamos com facilidade: ideias inatas,
aprendizados rápidos, visão ampla de conjunturas que para outros parecem ser
intrincadas.
Visto serem as intuições um conjunto de vivencias e
aprendizados assimilados hora no Plano Espiritual, hora nas mais diversas
encarnações registradas em nosso histórico evolutivo, bem como nas mais
diversas situações da atual encarnação em que o conteúdo da lição é realmente
assimilado.
É no Mundo Espiritual
que haurimos informações, orientações e direcionamentos pertinentes a nossa
jornada evolutiva, obtidas enquanto nos desligamos do corpo físico, conteúdo
esse que nosso cérebro não consegue decodificar e arquivar por existir apenas
na dimensão condensada, porém assimiladas e registradas em nossa mente que é a
representação etérea ou metafísica de nosso cérebro também conhecida pela
ciência humana como subconsciente e passível de acesso pelo habito da
meditação, sonambulismo induzindo também comumente chamado de hipnose,
sonambulismo espontâneo, estado de transe, estado de êxtase ou todo e qualquer
motivo que leve nosso espírito a se ausentar momentaneamente de sua vestimenta
física; como por exemplo uma lembrança que nos remeta a um tempo e local
determinado, um sentimento similar ao que vivenciamos em tempos remotos, anseios
de liberdade, recordações que vêm a tona quando acontecimentos inusitados
promovem as condições ideias, e tantos outros meios ou portais existentes que
fazemos uso sem tomar consciência pela fato de ainda não ter se tornado
patrimônio cultural dado o avultado apego ao materialismo ainda reinante.
Entre os diversos meios de percepção da realidade espiritual
destacamos a pratica da meditação por ser o meio mais acessível e possível a
todos, em termos justos meditar significa deixar de fazer uso dos meios
sensorial através da inércia dos instrumentos de percepção do corpo físico o
que propicia e desencadeia a percepção pelo corpo espiritual ou perispírito,
habilidade apenas possível pela pratica regular.
Olho d’Água das Flores, 12 Setembro 2018.
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