Meta Suprema

Já desencarnei tantas vezes que perdi as contas.

De quase todos os tipos já experimentei.

Quando criança, quando adulto, quando velho.

Até mesmo antes de ver a luz do dia.

E mesmo assim aqui estou eu, cada desencarne só me fortaleceu, aperfeiçoou.

Lembro bem que de minha ultima vez deixei muita coisa que gostava, sabe quando se está afixado a um projeto ou um bem e ver-se de repente apartado desse querer, desse desejo.

Pois bem, essa modalidade é uma das mais difíceis, e não me refiro a hora do desencarne, pois essa raramente percebemos.

É mais comum nos imaginarmos ainda no plano físico mesmo após o desencarne, tanta é a semelhança visual entre os dois planos.

Quanto ao sofrer no Plano Astral esse está na razão direta de nossa conduta, de nossa intenção, de nosso endurecimento de coração, de nossa falta de fraternidade em estando no Plano Físico

Pois no Plano Astral o estado vibracional do indivíduo promove uma barreira intransponível e realmente somente convivemos com os similares.

Enganasse perfeitamente quem imagina que aos humildes de coração falta quem os proteja, os ampare, os restaure as forças a harmonia ao adentrarem no Plano Astral.

Certa feita fui levado a uma escola para desencarnados portadores da Síndrome do Abandono, é uma das mais requisitadas para os demasiadamente materialistas.

 Lá chegando era grande o pranto de desconsolo por terem deixado seus haveres, seus bens mais preciosos, os motivos partiam desde o não poder mais fazer uma simples fotografia com os familiares a ausência do ilusório poder monetário das antigas posses.

Tais atitudes funcionam como pesadas ancoras que prendem a superfície do Plano Físico aqueles que assim procedem.

Ainda não me adaptei de forma definitiva, isso leva tempo.

Quando estamos aqui tudo faz sentido, porém quando regressamos ao Plano Físico as ilusões do meio turvam a compreensão e tudo fica embaraçado e só realmente pomos em pratica o que de fato ficou sedimentado do que foi aprendido nas escolas do Plano Astral.

E isso determina a quantidade de vezes que teremos de regressar a material é lamentável pois a vida aqui é mais leve, nossa compreensão é mais plena, nossa indumentária mais diáfana, nos locomovemos com mais facilidade, a natureza consegue ainda ser mais exuberante. Por tais motivos é sempre um pesar a possibilidade de regresso a matéria.

Quase sempre nunca vale a pena regressar, nada permanece da mesma forma que deixamos antes de partir, sempre tudo muito ilusório, território de valores invertidos.

Porém sempre vale a pena a possibilidade de sedimentar, validar na pratica os VALORES ESPIRITUAIS assimilados e subtrair de nossa conduta: vícios, valores equivocados, débitos, excesso de materialismo entre tantas outras imperfeições, e isso em primeiro estágio a agente só consegue encarnando no Plano Físico.

Trocando em miúdos o que realmente importa é o amor do Criador por nós, esse agente nunca perdi e independe de tudo.

Por tal condição ser reciproco amando a Deus acima de tudo e todos será sempre nossa META SUPREMA.

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