Oposição Devida
Caso alguém queira lhe tomar algo indevidamente, devo lhe
entregar, sem opor resistência?
Caso não houvesse resistência a toda e qualquer solicitação
indevida um caos completo se tornaria a existência humana e impraticável seria
todo e qualquer nível de civilidade, seria a negação da justiça.
Até os inconscientes se opõem.
Além do extinto de conservação existem também o senso de
justiça que é intrínseco e inato.
Como, porém, proceder?
Proceda de forma que não lhe cause uma consequência negativa
maior.
O inconsciente somente a força o faz refrear.
Contudo, cada caso é uma situação diferente: seja consciente
que é um irmão que está em sua frente.
Oponha-se da melhor forma, garanta a sua integridade e a do
seu irmão.
Neste caso é uma quebra de braço para ver quem mantém o
respeito.
O inconsciente somente o uso da força bruta sabe dispor e
somente uma força maior que a sua o faz recuar.
Neste caso deve-se opor de forma cortes ao contraponto de
sua intenção indevida já prevendo também uma reação indevida que vá de encontro
a lei de harmonia consequência natural de uma postura injusta.
Mediante consecutiva perca de razão acionar os meios legais
para conter a postura agressiva do irmão em momentâneo desalinho moral e
mental.
Antes do embate físico ocorre o embate mental, quem quer que
pretenda manter a segurança da imparcialidade moral sem se deixar acessível
deverá manter o nível de respeito fraternal ao próximo, mesmo que em última
instância tenha que agir com as próprias mãos.
Manter a calma em situações de confronto é de estrema
importância, mesmo se opondo, o proceder deve ser pautado pelos padrões de
respeito e de bons modos.
Dominar os ímpetos, os impulsos, dominar a reação mecânica impulsionada
pelo instinto de conservação se faz de primordial necessidade.
Imagine o que ocorreria caso alguém que detenha os meios de
tirar a vida de seu invólucro físico lhe abordasse com segundas intenções e que
você percebendo seu desequilíbrio e a visível possibilidade de ocorrer tal
desventura agisse de forma impulsiva.
Fica nítido que nessa situação o senso de justiça mesmo
aflorado teria que esperar.
Não precisa ter medo de se opor quando feito da forma
correta.
Quando pautada por tais termos, a Providência Divina
impreterivelmente promove o livramento.
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